8 de Março: O COMDEMULHER e a defesa dos Direitos da Mulher

  • 8 de março de 2024
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No Dia Internacional da Mulher (8 de março), se faz necessário ressaltar as conquistas e a luta frequente para garantir os direitos das mulheres, tendo, em São Luiz Gonzaga, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher – CONDEMULHER como uma frente de união e conscientização junto à sociedade, reunindo lideranças de diversas entidades e órgãos públicos do município.

Para compreender o trabalho do COMDEMULHER, o Jornal A Notícia conversou com a psicóloga e presidente do Conselho, Thais Vargas, que abordou aspectos da atuação da entidade e da rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade. Confira!

A Notícia – O Mês da Mulher simboliza muito mais do que apenas celebrar a Mulher, mas o reconhecimento de várias conquistas e a defesa daquilo que já foi conquistado até hoje. O que você considera ser importante de ressaltar neste dia 8 de março para todas as mulheres?

Thaís – Acredito que foram muito importantes os feitos/conquistas como o direito ao voto e a participação política que deu “voz e vez” às mulheres, a participação na produção de literatura sobre o universo feminino, discussões sobre o que é ser mulher e sua representatividade, ou as reivindicações do direito da liberdade sobre o próprio corpo… Mas, penso que o mais importante a apontar é que toda e qualquer conquista partiu do desconforto do lugar onde as mulheres foram e são colocadas, espaço este que, historicamente, é de inferioridade diante a figura masculina. Ressalto o poder e a força que tem um grupo de mulheres que se une diante destes desconfortos causados pelas injustiças e desigualdades, sendo capaz de transformar não apenas o seu, mas o futuro de todas as mulheres.

 

A Notícia – Infelizmente, a questão da violência contra a mulher, em suas diversas formas, ainda é uma realidade na sociedade. Como presidenta do COMDEMULHER, o que pode ser feito para combater essa realidade?

Thaís – Estar no Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher – COMDEMULHER, junto com outras mulheres/pessoas que têm a mesma indignação diante da violência contra as mulheres e o mesmo desejo de ver a nossa cidade (e sociedade) ser mais “atenta” e eficaz no atendimento e no acolhimento às mulheres vítimas de violência, abre meus olhos e escancara os (nossos) fracassos humanos (vulnerabilidades e violências) e as próprias falhas do sistema. O COMDEMULHER é um lugar de discussões e muitas vezes de desabafos e apoio, e posso dizer sem medo, que lá, é unânime o pensamento de que o caminho é criar espaços na sociedade para discussões sobre gênero, papel das mulheres, empoderamento das mulheres, machismo, entre outros… Pensamos ser somente através da educação que podemos mudar/melhorar esta realidade.

A Notícia – Você acredita que estamos perto de uma igualdade em direitos entre homens e mulheres ou ainda existem muitas barreiras que precisam ser superadas?

Thaís – Acredito que as mudanças positivas acontecem quando se preconiza o respeito às pessoas como elas são. Muitas barreiras “culturais” ainda segregam, “diminuem” e “matam” mulheres. E esses obstáculos poderão ser superados quando fizermos uma releitura crítica das “crenças e pensamentos” que cada um de nós tem como “verdades absolutas” no que tange à mulher, seu corpo e lugar. Continuamos “pecando” no que é “básico” ao repetir padrões sem questionar, como por exemplo, o fato de ainda educarmos somente as meninas para serem responsáveis pela casa, filhos e afazeres domésticos (atividades que devem ser compartilhadas).

 

A Notícia – A Rede Lilás em São Luiz Gonzaga exerce um importante papel da conscientização e defesa dos direitos da mulher. Explique o que é a Rede e quais atividades ela desempenha:

Thaís – A Rede Lilás que, hoje, funciona em parceria direta com o COMDEMULHER, é relativamente nova e ainda precisa se ‘independizar’. Mas apesar de pouco tempo de reativação, a Rede Lilás tem sido parceira em atividades de conscientização e trabalha na busca de alguns recursos (financeiros, inclusive) que contribuem para a efetivação de alguns direitos básicos, devolvendo à mulher vítima um amparo, um pouco mais de dignidade e principalmente apoio quando ela consegue romper com o ciclo de violência. Como atividades, além daquelas de conscientização já citadas, destacamos o apoio nutricional (fornecimento de alimentos), orientações e o auxílio em deslocamentos dentro do município e fora dele.

A Notícia – Traga uma mensagem para todas as mulheres neste Mês da Mulher:

Thaís – Conheça a história de luta das Mulheres, empodere-se (reconheça a sua força) e apoie outras mulheres. E se precisar de ajuda, não hesite em buscar. A vida pode ser muito melhor pra nós, nossas filhas e netas, sejamos nós a diferença que queremos ver no mundo.

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