A maior das ironias

  • 13 de outubro de 2023

A vida é um palco onde desempenhamos nossos papéis com zelo, mas por vezes, é naqueles momentos finais que a ironia da existência se revela com clareza. Os funerais, ocasiões solenes e carregadas de emoção, muitas vezes nos fazem refletir sobre o quão efêmera é nossa passagem pela vida terrena. É nesse contexto que a ironia se insinua, e podemos questionar a necessidade das decorações extravagantes que frequentemente adornam tais cerimônias.

Enquanto vivemos, muitos de nós nos esforçamos para impressionar e conquistar. Gastamos tempo e energia em busca de reconhecimento, acumulando bens materiais e preocupados com nossa imagem perante os outros. No entanto, quando a morte bate à porta, todas essas preocupações perdem seu significado. A riqueza, a posição social e as conquistas não nos acompanham para o além-túmulo.

É irônico, portanto, que em um momento que deveria ser uma celebração da vida e da pessoa que se foi, frequentemente nos concentremos em aspectos superficiais. Sim. Funeral é uma celebração da vida do ente. E dos que ficam. Um ritual de apoio e uma recepção de uma nova fase.  Os funerais são muitas vezes marcados por exibições caras de flores, caixões luxuosos e rituais elaborados. Embora esses gestos possam ser feitos com a melhor das intenções, não deixam de ser uma representação simbólica daquilo que valorizamos em nossa sociedade. Valorizamos a ostentação e o excesso durante a vida, e continuamos a fazê-lo após a morte.

Talvez seja hora de repensar nossa abordagem em relação aos funerais e à forma como honramos aqueles que se foram. Em vez de focar em ostentações materiais, poderíamos direcionar nossa atenção para as memórias, os legados e as lições que a pessoa deixou para trás. Em vez de gastar fortunas em flores e cerimônias pomposas, talvez possamos investir mais em atos de caridade e apoio aos que ficam, em homenagem à pessoa que partiu.

A ironia do funeral reside no contraste entre a vida terrena repleta de adornos e a simplicidade que muitos desejam em seu último adeus. Talvez seja um lembrete de que a verdadeira essência da vida não reside nas conquistas materiais, mas nas conexões que fazemos, nas vidas que tocamos e nas memórias que deixamos para trás. Viver de maneira autêntica, valorizando o que é verdadeiramente importante, pode nos ajudar a compreender melhor o significado da existência, mesmo na hora da despedida.

Ao refletirmos sobre a ironia do funeral, podemos encontrar inspiração para viver nossas vidas de maneira mais autêntica e significativa, sem a necessidade de decorações extravagantes. A verdadeira beleza da vida reside nas ações que tomamos, nas pessoas que amamos e na marca que deixamos no coração daqueles que nos rodeiam. E, no final, é isso que realmente importa.

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