A Soleira da Janela

  • 25 de agosto de 2023

Ao longo dos séculos, a soleira da janela tem servido como testemunha silenciosa das efêmeras passagens da vida humana. Debruçada sobre essa fronteira entre o mundo interior e o exterior, a soleira representa muito mais do que uma mera divisão física; ela se torna um símbolo da transição que todos enfrentamos ao longo de nossa jornada terrena.

Observando a soleira da janela, somos lembrados de como a vida é um constante ir e vir. De um lado, vemos os aposentos onde experiências são vividas, sonhos são sonhados e realidades são enfrentadas. Do outro lado, temos o mundo lá fora, com suas oportunidades, desafios e mistérios esperando para serem explorados. A soleira, nesse sentido, representa uma ponte entre a familiaridade e o desconhecido.

A juventude é frequentemente associada à janela aberta, quando nos aventuramos a sair e explorar além da soleira. Os primeiros raios de sol da manhã iluminam o desejo inato de explorar o mundo, de superar barreiras e de alcançar novos horizontes. Cada passo em direção à soleira é um passo em direção ao crescimento, à aprendizagem e à transformação.

` No entanto, à medida que o tempo avança, a soleira da janela pode começar a parecer uma barreira imutável. Olhamos para trás, para a vida que vivemos, e contemplamos o passado com uma melancolia carregada de memórias. A soleira pode representar o limite entre a juventude e a maturidade, entre a inexperiência e a sabedoria acumulada.

Com o passar dos anos, a soleira da janela também se torna uma metáfora para as mudanças que a vida inevitavelmente traz. A cada partida e chegada, a cada despedida e reencontro, estamos atravessando a soleira simbólica de novos capítulos. E assim como a madeira da soleira pode desgastar-se com o tempo, nossa própria existência também é marcada pelas marcas da jornada.

Por vezes, encontramo-nos em momentos de reflexão, olhando para fora da janela em busca de respostas para os enigmas da vida. A visão da soleira nos lembra que, embora tenhamos nossos objetivos e sonhos, o processo de alcançá-los é tão importante quanto o resultado final. As experiências que vivemos ao longo do caminho moldam nossa compreensão do mundo e definem nossa identidade.

Assim como a soleira é uma linha tênue que separa dois mundos, a passagem da vida é uma jornada que nos leva de um extremo ao outro, do nascimento à morte. E enquanto nossos pés tocam essa soleira inúmeras vezes ao longo da vida, é essencial reconhecer a importância das experiências que vivemos, das pessoas que encontramos e das lições que aprendemos ao cruzar essa fronteira simbólica. Pois, no final das contas, é a soleira da janela que nos lembra que a vida é uma viagem efêmera, uma oportunidade preciosa para explorar e descobrir, antes que o último crepúsculo da existência se revele diante de nossos olhos.

E lembrem-se: cotovelos doloridos debruçados em soleiras, apreciando apenas o marasmo, não mudam destinos. Levantemos os braços e pulemos a janela.

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