Agricultores gritam por apoio devido à seca

  • 21 de abril de 2023
Manifesto Produtores

Produtores rurais se reuniram em frente a estabelecimentos bancários em 15 municípios de várias partes do Estado, na manhã de quarta-feira, para o primeiro Grito de Alerta de 2023. As manifestações, que tiveram São Luiz Gonzaga como uma de suas cidades sede, têm como objetivo principal reivindicar ações efetivas e imediatas de apoio do governo federal em virtude das perdas causadas pela estiagem, que pelo segundo ano consecutivo atinge o Rio Grande do Sul.

Em São Luiz, o ato reuniu dezenas de produtores, que se concentraram e iniciaram a manifestação em frente à agência do Cresol. Portando bandeiras, faixas e cartazes, os pequenos agricultores exigiram que as demandas já colocadas para a União sejam atendidas. Em seguida, os agricultores partiram em caminhada pela Rua São João, passando pelo Centro e fizeram concentrações semelhantes nas agências do Sicredi, Banrisul e Banco do Brasil. “Estamos a três meses negociando nossas reivindicações com o governo federal. Enfrentamos o segundo ano de estiagem seguido, esse ainda pior do que o ano passado aqui nas Missões. O agricultor está com pouco a renda e quase nenhuma colheita. Já participamos de cinco audiências em Brasília, nos disseram que as pautas eram importantes e seriam atendidas, mas nada até agora foi feito”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador, Rafael Dalenogare Paz.

Ele salientou que, da parte do Estado, houve alguns anúncios de medidas, como isenção do troca-troca de sementes e maior rebate na forrageira. “Mas isso é pouco. O governo federal não fez nada. Precisamos de rebate nas dívidas para quem não tem ProAgro, para que possam honrar os compromissos, linhas de crédito emergencial e prorrogações de pagamentos, mas não fomos atendidos até agora”, destacou Rafael. O Grito de Alerta foi promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), com apoio dos sindicatos dos trabalhadores rurais de cada região.

Segundo a Fetag, os atos reuniram mais de 6 mil produtores nas 15 cidades onde ocorreram. “Estamos mobilizados porque o maior problema começa agora, com a necessidade de pagamento das parcelas dos financiamentos. Por isso começamos hoje pelos agentes bancários, porque em abril, maio e junho vencem as parcelas. O produtor terá dificuldade para prorrogar os débitos e, se fizer isso sem medida do governo, perde limite de crédito, o que irá impactar na próxima safra porque ele não conseguirá novos financiamentos. Trata-se de uma pressão política por ações que de fato cheguem aqui na ponta, na produção”.

O presidente do sindicato destacou que “pelos dados oficiais do Rio Grande do Sul, a média é de 40 a 50% de perda, mas aqui nas Missões passa de 80% de perda. As consequências serão terríveis caso não tenhamos ações da União. E serão graves para toda a população, porque teremos menos dinheiro girando a economia e o alimento vai ficar ainda mais caro no supermercado”, completou Rafael Paz.

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