Agro em Foco

  • 25 de agosto de 2023

Hoje encerra o prazo para ingresso

de animais de argola na 46ª Expointer

Desde segunda-feira até hoje, sexta-feira, ocorre a recepção, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, dos 4.275 animais de argola e rústicos inscritos. O período é reservado ao ingresso desses animais, sendo 3.480 exemplares de argola, que irão concorrer no tradicional certame de qualidade de animais, por raça. Os julgamentos mobilizam cabanheiros de todo o Estado, que estarão acompanhando os resultados da avaliação dos animais. A recepção aos animais, ocorrida ao longo desta semana, mobilizou autoridades e profissionais do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, responsáveis pela admissão sanitária. Nesta sexta-feira os animais podem entrar no parque, das 8 às 22 horas, véspera da abertura dos portões ao público. Nos demais dias, poderão ingressar os animais rústicos, destinados aos leilões e provas.

Na recepção, a Secretaria da Agricultura e Pecuária conta com veterinários e técnicos agrícolas para conferir a documentação sanitária – Guia de Trânsito Animal (GTA), exames, testes e vacinas – e realizar a inspeção clínica. “Somente são admitidos animais sadios, livres de ectoparasitas e sintomas de doenças infectocontagiosas, visando manter a sanidade do rebanho dentro da Expointer, que é uma questão fundamental para que o evento ocorra de forma tranquila”, destacou o comissário-geral da exposição de animais da Expointer, Pablo Charão. No total, a Secretaria da Agricultura e Pecuária conta com 106 servidores na operação.

Nesta Expointer foram inscritos 3.480 exemplares de argola, redução de 32% na comparação com a edição passada, que teve 5.093 animais. São 89 raças inscritas, frente a 137 do evento passado. Entre os rústicos, haverá 795 animais, redução de 38% em relação aos 1.285 inscritos em 2022. A explicação para essa queda é a não realização da tradicional feira de novilhas selecionadas, promovida pela Farsul durante a Expointer. Apesar da queda geral no número de animais inscritos, a participação de ovinos cresceu 10%, com 980 animais, de 15 raças diferentes e suas variações coloridas.

A Associação Sulina de Criadores de Búfalos comemora seus 45 anos na Expointer com a inscrição de 60 bubalinos, a maior participação da espécie em 20 anos.

Devido às restrições impostas pelo estado de emergência zoossanitária à influenza aviária de alta patogenicidade, a Expointer 2023 não contará com a participação de aves e pássaros, o que causou a redução já esperada no número total de inscrições.

Medidas anunciadas não vão minorar

as dificuldades dos produtores de leite

As medidas anunciadas pelo governo federal para os produtores de leite, que vêm sofrendo dificuldades com o aumento das importações de lácteos, trarão pouco alivio ao setor. Essa é a avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). Segundo a entidade, itens que têm maior influência na queda dos preços pagos pelo litro de leite aos pecuaristas ficaram de fora das alterações anunciadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). “Uma vez que não se consegue mexer em leite em pó e queijo mussarela, que são os produtos que estão invadindo o nosso mercado e acabando com o preço ao produtor, estamos adotando medidas com pouquíssimos efeitos”, disse o presidente da Gadolando, Marcos Tang.

Preocupa o endividamento

dos produtores rurais

A Farsul, Fecoagro/RS, Sistema Ocergs e o deputado Alceu Moreira (MDB) levaram ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, demandas do Rio Grande do Sul relacionadas ao endividamento dos produtores rurais e aos problemas que serão causados com a mudança no calendário de plantio da soja. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, disse que a situação dos agricultores que ainda devem às cooperativas, em razão da estiagem, precisa ter um encaminhamento que conduza à conquista de soluções efetivas. O presidente da Farsul espera uma solução para o caso na 46ª Expointer, que se desenvolve desde o final deste mês até o início de setembro.

Demanda pequena para oferta alta

afeta o mercado da carne bovina

As cotações do boi gordo seguem em declínio no mercado doméstico. No Rio Grande do Sul, o preço do quilo comercializado a peso vivo recuou mais 2,6% semana passada, para R$ 7,35, de acordo com o levantamento divulgado quinta-feira, 17, pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nos últimos 70 dias, a queda acumulada é de cerca de 20%, refletindo, principalmente, a retração do consumo de carne bovina em nível nacional e internacional. Nos últimos cinco anos, esta é a maior queda no preço do boi num período tão curto, disse o professor Júlio Barcellos, coordenador do NESPro, observando que o declínio se acentuou nos últimos 20 dias.

Clima mais ameno no inverno

estimulou a reprodução da

temida cigarrinha-do-milho

Já lembramos no editorial deste jornal, que as alterações climáticas poderiam influir nos resultados do plantio previsto para cada estação. Agora a imprensa anuncia o aparecimento de uma das pragas mais temidas, a cigarrinha-do-milho (Dalbulusmaidis). Essa praga encontrou no clima mais ameno deste inverno, condições ideais para reprodução e está fazendo pressão maior sobre plantas recém emergidas nas regiões Noroeste e Missões. A Rede Técnica Cooperativa (RTC) mantém 77 pontos de monitoramento e este ano há o indicativo de populações consideravelmente maiores. “Por exemplo, um ponto de monitoramento em Santa Rosa indicou que a população, comparada à de 2021, é de quatro a cinco vezes maior”, disse o pesquisador da CCGL, Glauber Renato Stürmer, que há poucas semanas revelou a identificação de uma nova espécie de inseto, a cigarrinha-africana. Stürmer explicou que a condições de inverno com poucas geadas e pouco frio permitiu a manutenção do ciclo da praga.

O Troca-Troca é um

aliado histórico

Aliado histórico na produção de milho para as propriedades familiares, o Programa Troca-Troca de Sementes do governo do Estado deve contemplar 111 mil hectares de semeadura nesta safra, com expectativa de produção de 810 mil toneladas. Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), serão beneficiados 31 mil agricultores com subsídio de 28% para a compra de 49 cultivares – oito delas de sorgo – fornecidas por sete empresas. O Estado vai desembolsar R$ 8,3 milhões na execução desse projeto. A produção será destinada, principalmente, para consumo próprio nas pequenas propriedades.

Chuvas atenderam necessidades do campo

As chuvas ocorridas semana passada na região de São Luiz Gonzaga, atenderam necessidades da nossa agricultura. A chuva foi mansa, mas estendeu-se por muitas horas, atendendo toda a abrangência regional. Vamos aguardar o panorama que se desenha no dia-a-dia e que esperamos que contemple o desenvolvimento da nossa agricultura, motor de arranque do nosso projeto de desenvolvimento.

Entidades e empresas se mobilizam para promoção do Arroz Solidário

Estão em ritmo intenso os trabalhos de organização da primeira edição do Arroz Solidário. A programação ocorre no próximo dia…

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Neste mês de maio, as professoras do Instituto Estadual Rui Barbosa, Gisele Silva De Oliveira Guedes e Viviane Siqueira Alves,…

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