Agro em Foco

  • 16 de junho de 2023

Super-safra no Mato Grosso

derruba o preço do milho a R$ 51,00

Por enquanto não existe previsão de como será o plantio de milho na safra deste ano e o motivo é a queda no preço do produto, no momento cotado a R$ 51,00, que deixa essa cultura sem viabilidade econômica, para formação de lavouras tanto irrigadas como no sequeiro. O motivo é uma super-safra de milho no Mato Grosso. Essa informação é do agrônomo Bento Jacó Büttenbender, coordenador do Departamento Técnico da Coopatrigo. Para se ter uma ideia da grandeza dessa redução na cotação do milho, o preço vigente no dia 31 de janeiro deste ano era de R$ 80,00 a saca de 50 quilos, informou o gerente comercial da Coopatrigo, Adriano Carlotto, acrescentando que no Mato Grosso já ocorrem transações no comércio local de até R$ 30,00 por uma saca de milho.

Por outro lado, sabe-se que ocorreu certa redução nos preços de insumo para o plantio de grãos, mas não temos cotações para aferir no que diz respeito à formação de lavouras de milho. Inseguros, os produtores vão aguardar mais informações a respeito, para se posicionar em relação ao plantio de milho, que deve iniciar no final de julho e início de agosto.

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Conseleites – Conselhos Paritários

de Produtores/Indústrias de Leite

Presentes em seus estados – Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais e Rondônia, os Conseleites representam 68,3% do leite processado no Brasil. Em suas pautas de trabalho destacam-se margens de rentabilidade apertadas, falta de estímulo à produção e concorrência com os lácteos importados. No Estado, as reuniões do Conseleite estão temporariamente suspensas por falta de liberação de recursos do Fundoleite para arcar com o estudo sobre preços de referência. Apesar das dificuldades, o colegiado ainda é o melhor espaço para discussões transparentes entre as partes. Já foi superada a dificuldade de conversar com as indústrias, graças ao surgimento dos Conseleites. As coisas não são fáceis de serem construídas, mas precisamos estimular esse convívio entre estados e as cadeias”, afirmou o dirigente da categoria em Minas Gerais, Antônio Pitangui de Salvo. Para ele, não só as importações de leite dificultam a competitividade. “O problema da pecuária leiteira está dentro das porteiras, em gestão,em genética, em sanidade, em nutrição”, destaca.

Produtores gaúchos solicitam

o fim da importação de leite pelo Brasil

Os produtores de leite do Rio Grande do Sul solicitaram ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, providências urgentes para barrar a importação de lácteos pelo Brasil. O pedido foi feito pessoalmente pelo presidente da Fetag/RS, Carlos Joel da Silva. O pedido, que teve origem na Comissão Estadual do Leite da Fetag, é justificado nos números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Conforme a Plataforma ConexStat, nos cinco primeiros meses do ano, as aquisições de leite em pó, creme de leite e laticínios (exceto manteiga e queijo) de outros países cresceram 247,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. No intervalo, foram adquiridas 92,2 mil toneladas, resultado de 350,5 milhões de dólares, valor 292,8% maior que o despedido pelo país nos primeiros cinco meses de 2022. O Rio Grande do Sul figura, agora, como o Estado que mais comprou lácteos de fora de janeiro a maio, atrás apenas de São Paulo.

Ciclo da safra 2022/2023

encerra em 30 de junho

O crédito rural desembolsado por instituições financeiras no Plano Safra 2022/2023 até maio atingiu R$ 318,7 bilhões, segundo o Banco Central. O montante é 18,6% maior que os R$ 268,6 bilhões liberados em igual período da safra 2021/2022. O maior incremento foi verificado nos desembolsos para custeio da safra, que aumentaram 34,4% e chegaram a R$ 189 bilhões. Os recursos liberados para investimentos de longo prazo atingiram R$ 82,3 bilhões, ante os R$ 79,815 bilhões acumulados no ciclo anterior. O ciclo da safra 2022/2023 encerra no final deste mês. O próximo inicia em julho de 2023 e terá vigência até junho de 2024.

Safra 2022/2023 ganha reforço de R$ 3,6 bilhões

Às vésperas do lançamento do Plano Safra 2023/2024, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou a liberação de cerca de R$ 5,6 bilhões para operações de crédito rural ainda no âmbito do Plano Safra 2022/2023, que vigora até o dia 30 deste mês, e de financiamento dolarizado. Do total, R$ 3,6 bilhões são destinados à reabertura de dez programas de crédito agrícola operados pelo BNDES, como o Pronaf, o PCA e o Moderfrota. De acordo com o BNDES, novas solicitações de crédito poderão ser feitas por meio de agentes financeiros credenciados à instituição até o fim de junho ou enquanto houver recursos. O restante da verba anunciada, de R$ 2 bilhões, será destinado ao programa BNDES Crédito Rural. Em abril deste ano o banco anunciou, para essa linha específica, a possibilidade de financiamento com taxa fixa em dólar norte-americano na compra de máquinas e equipamentos agrícolas.

Chegou a vez do El Niño

O fenômeno climático El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Atlântico, se formou um mês antes do que costuma acontecer – o que lhe dá um pouco mais de tempo para crescer. Com isso, segundo os especialistas, há 56% de chances de ser considerado forte e 25% de atingir proporções gigantescas, segundo a Administração Nacional de Atmosferas e Oceanos. Durante o inverno, o El Niño deve ser sentido mais fortemente nos países do Hemisfério Sul. Entre os mais atingidos estão Brasil, Colômbia e Venezuela. A tradição de El Niño é proporcionar chuvas regulares na Região Sul do Brasil. No cenário atual, a expectativa de chuvas abundantes nos próximos meses poderá atrapalhar a safra de inverno, especialmente no fim do ciclo e durante a colheita.

Governo anuncia redução em taxas

de juros e aumento em limites de crédito

a quem adotar boas práticas

O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assegurou que o governo federal concederá “taxas de juros mais baratas e aumentos nos limites de crédito” para agricultores que adotem boas práticas produtivas e realizem a chamada agricultura de baixo carbono. “Vamos fazer um reconhecimento das boas práticas em algumas escalas, desde as mais iniciais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR). As melhores práticas serão mais valorizadas”. No mesmo sentido se manifestou o presidente Lula, na solenidade realizada no Dia do Meio Ambiente: ”Queremos e iremos aumentar a produção de alimentos, financiando as propriedades médias e pequenas e a agricultura familiar. Nesse sentido, para além da agricultura de baixo carbono, queremos apoiar a produção agroecológica”, declarou o presidente.

Agrotóxicos: Governo alerta para

venda de produtos vencidos

A Secretaria da Agricultura do Estado alerta os produtores rurais para que atentem ao prazo de validade dos agroquímicos utilizados nas lavouras. A ressalva provém da fiscalização estadual agropecuária. Segundo a pasta, somente em maio, os técnicos emitiram mais de dez autos de infração para empresas que comercializaram produtos vencidos. Em anos anteriores, as irregularidades não chegavam a dez durante todo o ano.

Entidades e empresas se mobilizam para promoção do Arroz Solidário

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