Alejandro Brittes apresenta o espetáculo (L)ESTE em frente às ruínas de São Miguel das Missões

  • 24 de novembro de 2023
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Depois da extensa turnê pelos Estados Unidos e diversos shows pelo Rio Grande do Sul, o acordeonista argentino radicado em Porto Alegre, Alejandro Brittes, se prepara para encerrar o ano de 2023 com um show emblemático. Ele apresentará o premiado álbum (L)ESTE no Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, popularmente conhecido como Ruínas de São Miguel das Missões, no domingo (3/12), às 19h30, com entrada de 1kg de alimento não perecível, que será destinado para a aldeia Tekoá Koenn’ju.

O espetáculo é o ápice de todo o trabalho que o artista vem realizando este ano – e recebendo inúmeros elogios da crítica especializada, ao apresentar as origens ancestrais do chamamé, a partir da fusão de elementos da musicalidade dos povos originários, os Guaranis, com a música Barroca europeia ensinada pelos Padres Jesuítas nos povos missioneiros. “Vai ser um momento emocionante. O chamamé, patrimônio imaterial da humanidade, sendo apresentado nas ruínas de São Miguel, outro patrimônio da humanidade”, comenta Brittes.

Para este concerto, o músico e compositor estará acompanhado de uma Orquestra de Câmara Barroca, composta por Márcio Cecconello (primeiro violino), Renata Cecconello (segundo violino), Érico Marques (oboé e corner inglês), Pablo Schinke (cello), Fernando Cordella (cravo e regência), junto com a Orquestra Folclórica de Chamamé composta por André Ely (violão de sete cordas), Carlos Eduardo de Césaro (contrabaixo) e Ricardo Arenaldth (percussão).

O concerto propõe um crossorver musical baseado na pesquisa antropológica e etnomusical realizada por ele e pela produtora e historiadora Magali de Rossi em 2021, intitulada “A Origem do Chamamé – Uma história para ser contada”.

Com repertório autoral de Brittes, as músicas ganham arranjos e readaptação para orquestra de Câmara Barroca, assinados por Fernando Cordella. Também conta com duas sonatas barrocas compostas pelo Padre Jesuíta Domenico Zipolli (1688 -1726).

O projeto (L)ESTE é viabilizado pela Lei Rouanet – Ministério da Cultura com o patrocínio das empresas Arroz Prato Fino – Pirahy alimentos, Redemaq, Viera Cereais São Miguel das Missões e Roda Pneus com apoio da Prefeitura Municipal de São Miguel (RS), Hotel Tenondé e Iphan – Instituto Brasileiro do patrimônio histórico e artístico. A realização e produção é de Magali de Rossi produções e Eduardo Bicca – Soluções Culturais.

Sobre Alejandro Brittes – Acordeonista, compositor, pesquisador e interprete de música do litoral Argentino com nove discos gravados. Estudou música acadêmica na Escola Juan Pedro Esnaola, possui 30 anos de difusão do Chamamé pelo mundo apresentando-se em vários países como: Estados Unidos, Canadá, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Portugal, Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha e República Tcheca.

Venceu como melhor instrumentista o festival de Cosquin em 1996 com uma música autoral. Ganhou o prêmio Revelação da música Ramallo Porá e o prêmio Carlos Keen como melhor instrumentista e grupo musical e no mesmo ano, em 1996, venceu o Festival Nacional del Chamamé de Federal, Entre Ríos (AR) e o prêmio Açorianos de música 2022 com o álbum (L)ESTE na categoria de melhor arranjo.

Pesquisa as origens musicais do ritmo Chamamé, preocupando-se com a identidade do gênero, devido a isso, em 2021 publica o Livro bilíngue: “A origem do Chamamé” junto com a historiadora e produtora cultural Magali de Rossi sendo este um dos mais vendidos na Amazon Brasil na categoria artes daquele ano.

Realizou turnês com artistas como: Chango Spasiuk, Raúl Barboza, Os Fagundes, Elton Saldanha e Shows com nomes brasileiros como Luiza Possi. Como solista, tocou com a Orquestra Sinfônica de Mato Grosso do Sul e Orquestra de Câmara Versatellis.

Gravou com nomes argentinos como o grupo de rock “Los Piojos” nos álbuns “ Tercer Arco” e “Azul” nas músicas “Todo Pasa”, “Don’t say tomorrow”, “Vals inicial” e “Y qué más” e com Luiza Calcumil, Raúl Barboza, Antonio Ríos, dentro outros.

Em 2023, tornou-se o primeiro acordeonista chamamecero a tocar na Library of Congress, Edifício Thomas Jefferson – Auditório Coolidge em na capital dos EUA, Washington D.C e palestrar sobre o Chamamé em universidades de excelência em pesquisas musicológicas como Georgetown University em Washington, D.C. e George Mason University em Fairfax, VA.

Conceituado pelo Norte Americano Mark Brill, PHD em música da Universidade do Texas – EUA, no livro “Music of Latin America and the Caribbean”, como um dos três principais acordeonistas do gênero.

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