Cavalera: banda dos irmãos fundadores do Sepultura regravam primeiros discos

  • 28 de julho de 2023
Sepultura 1

Sempre é um risco mexer em alguma música já clássica, e muitas bandas já fizeram isso, regravando inclusive várias músicas, utilizando uma produção melhor e também para registar em estúdio como eles estão soando com a atual formação, como o Anthrax, Saxon e Uriah Heep já fizeram, para citar alguns como exemplo, e muitas vezes o resultado é bem interessante e válido. Mas o original sempre terá aquela aura única, do momento em que a canção foi criada.

E se regravar algumas músicas já é algo que envolve risco e polêmica, “recriar” álbuns inteiros muito mais. E dividindo opiniões, dois lançamentos simultâneos da banda Cavalera, formada pela dupla de ex-integrantes e fundadores do Sepultura, os irmãos Max e Iggor Cavalera, acabam de serem lançados: as regravações de “Bestial Devastation” e “Morbid Visions”. Os álbuns trazem uma produção excelente, o material está lindo, com LPs coloridos, fitas K7, as artes das capas estão também incríveis, um marketing primoroso, então, nesse quesito, que os irmãos Cavalera queriam refazer os álbuns com uma produção que eles gostariam de ter tido na época, certamente estão satisfeitos com o material.

Do “Bestial Devastation”(85) para “Morbid Visions”(86) já foi uma visível evolução. O primeiro foi um split com o Overdose lançado pela Cogumelo Records, devido a repercussão o Sepultura ganhou um álbum completo, e uma produção melhor em tudo, e ele traz uma das músicas mais marcantes e até hoje obrigatórias nos set-lists da banda e figurando também nos shows dos irmãos Cavalera, a “Troops of Doom”.

As regravações trazem uma sonoridade muito boa e soa poderosa, parte gráfica muito bem elaborada e também trazem de bônus uma música nova em cada álbum, “Sexta Feira 13” e “Burn The Dead”, as quais se encaixam muito bem no todo, com pegada e brutalidade. Certamente um belo material para quem não vai se importar com a questão de mexer com os trabalhos originais, que são insubstituíveis, mas as versões 2023 tem seu “charme”.

É algo delicado esse tipo de regravação, mexe com a opinião e paixão dos fãs e das outras pessoas envolvidas na época. Um trabalho que foi lançado em um momento muito distinto da cena Metal aqui no Brasil, e que inclusive influenciou muitos lá fora. Aquela energia bruta, algo quase “artesanal”, por isso está dividindo opiniões. Os álbuns estão disponíveis nas plataformas digitais, já o material físico não tem previsão de lançamento no Brasil, podendo ser adquirido somente através de importadores ou sites Europeus ou Norte Americanos.

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