Cruzeiro do Sul: 64 anos de referência no ensino técnico rural

  • 14 de setembro de 2023
Cruzeiro do Sul 2

A Escola Técnica Cruzeiro do Sul completa na próxima segunda-feira, 18 de setembro, 64 anos de trabalho em prol da formação técnica em diferentes áreas da produção rural. Construída em uma área de 48 hectares, que anteriormente pertenceu ao Aprendizado Agrícola Federal, extinto em 1925, a instituição se tornou referência na qualificação de profissionais que muito contribuem para o desenvolvimento do agronegócio, e consequentemente, da região.

As obras de construção da escola iniciaram em novembro de 1953. O lançamento da pedra fundamental coube ao então Ministro do Trabalho João Goulart, em visita a São Luiz Gonzaga no dia 29 de dezembro de 1953. Com o empreendimento ainda em construção, em 18 de setembro de 1959, o governo do Rio Grande do Sul, através do Decreto 10.765, cria a Escola Técnica Rural. As aulas deveriam iniciar em maio de 1961, mas foram prorrogadas e, em 1º de Agosto de 1961, sob a direção de Francisco Ciro Valle Garcia, iniciam os estudos na instituição.

Em 21 de Janeiro de 1963, a escola altera seu nome e passa a se chamar Escola Técnica Rural Emílio Zuñeda, uma homenagem ao médico alegretense Emílio Zuñeda, que durante sua carreira prestou grandiosos trabalhos para as classes menos favorecidas. No mesmo ano em que a escola prestou a homenagem, Zuñeda veio a falecer em um acidente aéreo próximo a Porto Alegre. Uma grande mudança ocorreria logo em seguida. Em 1967 os estabelecimentos de ensino denominados escolas técnicas rurais, passam a ser Ginásio Agrícola. Sendo assim, a Escola Técnica Rural Emílio Zuñeda, transfere de nome para Ginásio Agrícola Gaspar Dilermando Ochôa, uma homenagem ao agronômo, médico e autor de obras sobre assuntos agrícolas Gaspar Dilermando Ochôa, nascido em Santiago no ano de 1892. Ochôa alcançou maior fama ao cursar a renomada Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, em 1921.

Foi no ano de 1971 que a escola iniciava a trilhar um futuro brilhante. O Ginásio Agrícola Gaspar Dilermando Ochôa passa a ter 289 hectares, através de uma transição de terras, realizada entre o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o senhor João Leczynski, que possuía terras que se delimitavam com a escola. Nesta transição, o Ginásio Agrícola incorporaria novos 241 hectares e o senhor João Leczynski passaria a ser dono de outra propriedade, na localidade de Fazenda Coqueiro, município de Santo Antônio das Missões. Mais tarde, o Conselho Estadual de Educação, através do Decreto 23.727, de 1975, cria o Centro Interescolar de 2º Grau no Ginásio Agrícola Gaspar Dilermando Ochôa.

 

Surge a Escola Estadual Cruzeiro do Sul

O Centro Interescolar permitia a complementariedade entre a escola e outra instituição. Nesse caso as matérias do ensino técnico eram dadas na parte da manhã na escola e as do atual ensino médio no Colégio São Luiz Gonzaga ou no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA). Neste período, a escola formava os alunos em Agropecuária, Agente de Defesa Sanitária Vegetal e Agente Sanitária Animal. Em 8 de gosto de 1979, o nome Cruzeiro do Sul seria incorporado a escola. Dessa forma, a instituição passava a se chamar Escola Estadual de 2º Grau Cruzeiro do Sul.

Em 18 de setembro de 2000, durante o aniversário de 41 anos de fundação da escola, ocorre a última mudança em relação a denominação. A partir da referente data, a instituição passou de Escola Estadual de 2º Grau Cruzeiro do Sul para se chamar Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul. Atualmente a escola conta com 300 alunos que estudam no Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio e Curso Técnico em Agropecuária Subsequnte ao Ensino Médio. No internato moram 56 alunos filhos de agricultores da região, representando 11 municípios.

A escola possui 18  setores de aprendizagem/produção:

  • Olericultura\plasticultura;
  • Silvicultura;
  • Fruticultura;
  • Jardinagem;
  • Ovinocultura;
  • Suinocultura;
  • Avicultura;
  • Apicultura;
  • Piscicultura;
  • Bovinocultura de corte;
  • Bovinocultura de leite;
  • Culturas anuais (lavouras de soja, milho, trigo, aveia…);
  • Produção de pastagens e fenação (alfafa, grama tifton, azeven, aveia preta);
  • Produção de rações;
  • Mecanização Agrícola;
  • Agricultura de Autoconsumo (mandioca, batata-doce, amendoim, milho pipoca…);
  • Agroindustria de derivados do leite;
  • Vermicompostagem (produção de húmus)

 

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