Estiagem causou prejuízos à pecuária

  • 23 de junho de 2023

Ao final da temporada de feiras e remates de outono no Rio Grande do Sul, o balanço dos negócios é considerado pouco animador do ponto de vista dos produtores que colocaram animais em pista. Esse resultado decorre da estiagem que prejudicou a safra de verão. Por isso, a temporada de outono foi considerada “atípica”, disse o prof. Julio Barcelos, coordenador do Núcleo de Estudos e Sistemas de Produção de Bovinos de Corte da UFRGS, se comparada às dos últimos 10 anos. A queda foi de 30% a 40% em relação ao mesmo período do ano passado. O cenário também coincide com uma queda de 20% nas cotações do boi gordo e com o declínio dos preços da soja.

 

Produtor com maior poder

de compra de fertilizantes

A relação de troca – volume de grãos necessário para a compra de uma tonelada de fertilizante – está bem mais favorável aos agricultores, em comparação com a mesma época em 2022. Entre os cultivos destacados no estudo, um dos melhores cenários é apontado para o trigo. As cotações sustentadas desse cereal, mesmo em patamares menores que no início deste ano, colaboraram para manter a relação de troca abaixo da média histórica dos últimos cinco anos. Assim, na compra de uma tonelada de ureia (adubo nitrogenado) em junho do ano passado, o triticultor precisou desembolsar 1,43 tonelada do cereal. Atualmente, para adquirir a mesma quantidade do insumo, é necessária uma tonelada de trigo, frente à média histórica dos últimos cinco anos, de 1,24 saca, conforme o levantamento. Já em relação à soja, para adquirir uma tonelada de fertilizante fosfatado (MAP), há um ano, eram necessárias 30,26 sacas da oleaginosa. Agora, apenas 15,12 sacas são suficientes, ante a média histórica de 21,09 sacas.

 

Rede agroecológica da

Pecuária de Corte Familiar

A Embrapa Pecuária Sul e a Fetag-RS, anunciaram a criação da Rede de Pecuária de Corte Familiar Agroecológica no Rio Grande do Sul. O projeto foi apresentado na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, durante seminário. As atividades contarão com o financiamento de R$ 162 mil no primeiro ano de execução, quantia proveniente de emenda parlamentar do deputado federal Elvino Bohn Gass. “Ser pecuarista familiar em pequenas áreas, criar gado e ovinos é um ato de resistência. Mas é preciso criar mecanismos que auxiliem esse produtor, senão muitos acabam se entregando”, declarou Agnaldo Barcellos, diretor financeiro da Fetag-RS.

 

Regularização ambiental

tem impasse judicial

O CAR – Cadastro Ambiental Rural – dá ciência da localização e da situação ambiental de cada imóvel rural ao governo e aos órgãos fiscalizadores. Já o PRA – Programa de Regularização Ambiental – permite que as autoridades possam orientar e acompanhar o produtor para recuperar passivos ambientais. “Enquanto não tivermos essa decisão, não vamos conseguir analisar o CAR nem dar andamento ao PRA, que está em construção no RS”, resume o coordenador da Comissão de Meio ambiente da Farsul, Domingos Velho Lopes. O impasse surgiu em 2015, após o governo estadual tentar regulamentar o preenchimento do CAR segundo as características do Bioma Pampa, não contemplado pela nova legislação ambiental. Criou-se, então, uma indefinição conceitual sobre as áreas de vegetação consolidada e de vegetação remanescente, que originou uma ação civil pública, ainda sem perspectiva de desfecho.

 

Ciclone causou prejuízos

em pomares e hortigranjeiros

Os produtores do Litoral Norte e do Vale do Caí foram fortemente atingidos pelo ciclone extratropical que chegou ao Estado na noite de quinta-feira da semana passada. As perdas ocorreram principalmente nas pequenas e médias propriedades que vivem da fruticultura e da horticultura. As lavouras foram praticamente destruídas, com perdas que dá para se estimar em 95% com relação ao que foi plantado no inverno. O ciclone destruiu grande parte da planta urbana de várias cidades, causando perdas totais de prédios e de pontes em estradas que permitem a intercomunicação em toda a região atingida. E, ainda, muitas mortes são lamentadas.

 

El Niño pode reduzir

safra de trigo gaúcha

Após uma colheita recorde em 2022, a produção gaúcha de trigo, neste ano, deverá encolher 14%. É o que aponta a primeira estimativa da Emater para a safra 2023. De acordo com a projeção, o Rio Grande do Sul deverá colher 4,548 milhões de toneladas de trigo, ante as 5,288 milhões de toneladas recordes realizadas no ciclo anterior. A área a ser cultivada com o cereal terá redução de 1,5% em relação ao inverno passado. Porém, os 1.505.704 hectares cultivados deverão apresentar redução de 12,6% na produtividade média, passando de 3.459 quilos por hectare para 3.021 quilos por hectare. A redução na expectativa de produtividade é atribuída especialmente aos impactos pelo El Niño. O retorno do fenômeno significará chuvas abundantes nos próximos meses, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras e a colheita dos produtos de inverno, além de atrasar o plantio da próxima safra de verão.

 

TEC de 12% para produtos lácteos

Importados do Mercosul

A Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha da Assembleia Legislativa do Estado, solicitou ao governo federal a adoção imediata de uma Tarifa Externa Comum (TEC) de 12% para produtos lácteos importados do Mercosul. O deputado Elton Weber (PSB), que preside a Frente Parlamentar, disse que a medida tem como objetivo frear a redução do preço do leite ao produtor que, em plena safra, está recebendo, em média, R$ 2,70 pelo litro do produto.

 

Conab aumenta volume

da colheita de 2022/2023

Com a colheita de soja 2022/2023 tecnicamente concluída, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção de colheita brasileira. Conforme o 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado semana passada, a produção atingirá um recorde de 315.83 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,8% na comparação com a temporada anterior.

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