Japão repassará recursos para terras degradadas

  • 11 de agosto de 2023
Áreas degradadas

Agro em Foco

Japão repassará recursos para conversão de

1 milhão de hectares de terras degradadas

em áreas agricultáveis no Brasil

 

A Agência de Cooperação Internacional do Japão vai financiar a conversão de 1 milhão de hectares de áreas de pastagens degradadas em áreas agricultáveis no Brasil. A informação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que participou esta semana do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo pela Associação Brasileira do Agronegócio. O ministro da Agricultura informou que as tratativas com a Agência de Cooperação Internacional do Japão ocorreram durante as viagens que realizou na última semana à Asia e aos Emirados Árabes. Além do apoio já confirmado pelo Japão, “nos Emirados Árabes dois fundos também já toparam o desafio e vêm aqui no mês de outubro para ver como podem financiar”, acrescentou o ministro.

Fávaro apontou que o Brasil poderá incrementar 40 milhões de hectares em sua área agricultável, em dez anos, ocupando locais de pastagens degradadas. O ministro acrescentou que a área agrícola cresce 2 milhões de hectares por ano, sem avançar sobre a Amazônia, ocupando áreas de pastagens de baixa qualidade. “O mundo está de olho nisso”, garantiu.

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Santa Rosa realiza a 24ª edição do

Encontro Estadual de Hortigranjeiros

Encerra hoje, em Santa Rosa, a 24ª edição do Encontro Estadual de Hortigranjeiros.  Um dos destaques foi o Hortishow, espaço voltado à tecnologia. Conforme o coordenador da atração, Fábio Scalco, um dos objetivos é atingir o público doméstico e profissional. Foram previsto três dias de campo, o último será nesta sexta-feira, com a participação de 20 municípios.

 

Aumenta a importação de lácteos

As importações de lácteos (leite, creme de leite e laticínios, exceto manteiga e queijo), de países do Mercosul já somam 520 milhões de dólares em 2023. Acumulado de janeiro a julho, o valor é recorde para o período, conforme a série histórica que se iniciou em 2012 e está disponível na plataforma ComexStat, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O valor supera em 89% o antigo recorde, de 275 milhões de dólares registrado no ano de 2017. As importações de janeiro a julho superam em 224% os valores totalizados no mesmo período do ano passado. As importações de produtos lácteos estão desmontando a produção brasileira, o que tem ensejado protestos dos produtores. Recentemente foi realizado ato de grande significado em Porto Xavier. Essas manifestações devem continuar, para provocar ação do governo em favor da produção brasileira, que depende da proteção governamental.

 

Conab prepara compra pública de leite

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), EdegarPretto, garantiu a realização de compras públicas de leite no mercado interno. A confirmação ocorreu após reunião de lideranças da agricultura familiar gaúcha com Pretto, o ministro Paulo Pimenta, titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em Porto Alegre. “A Conab tem autorização do governo para realizar uma compra pública emergencial, que é muito necessária, para que seja feita uma regulagem de preço”, afirmou. O anúncio do orçamento e a forma como a compra será feita estavam previstos para se realizar ainda nesta semana.

 

Ciclos mais curtos devem elevar

produção de carne bovina em 20%

A produção gaúcha de carne bovina deve ter um avanço de 20% até 2033. A projeção é do professor e coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Júlio Barcellos. “Isso seria em torno de 100 mil a 120 mil toneladas, perfeitamente possível de ser alcançado”, afirma. O salto, segundo o professor, seria possibilitado por vários fatores, sendo o primeiro o processo de “agriculturização” que vem ocorrendo na Metade Sul do Estado. “Vamos aumentar o peso da carcaça, os ciclos ficarão mais curtos, e isso já é suficiente para aumentar a produção em no mínimo 50 mil toneladas”, diz Barcellos.

 

Corte na Selic barateia

financiamentos rurais

A redução de meio ponto percentual na Selic, taxa básica de juros, terá efeitos positivos para o agronegócio, avaliam economistas. A medida significará financiamentos mais em conta para produtores que tomam empréstimos a juros de mercado, sem subsídios do governo. De acordo com o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, a decisão terá forte impacto no crédito rural, já que a maior parte das operações no Brasil é feita com recursos livres – a necessidade de financiamento para o campo é estimada em R$ 930 bilhões, mas apenas R$ 150 bilhões envolvem recursos controlados. ”É o crédito que o produtor toma no banco,  na cooperativa, na revenda de insumo”, destaca Da Luz.

 

Recorde de expositores no Pavilhão

da Agricultura Familiar na Expointer

Um dos espaços mais disputados da Expointer, o Pavilhão da Agricultura Familiar, chega à 25ª edição neste ano, com recorde de expositores. O espaço será ocupado por 372 empreendimentos, de 174 municípios gaúchos, alocados em 338 estandes e sete cozinhas. O número é 10,3% superior ao do ano passado, quando a feira teve 337 expositores de cerca de 100 municípios. A Expointer ocorrerá de 26 de agosto a 3 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

 

Senar amplia acesso a cursos

 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) já disponibiliza o aplicativo “EaDSenar”. A ferramenta viabiliza a realização de cursos gratuitos e à distância para o segmento rural. O aplicativo pode ser baixado tanto pelo sistema operacional Android como pelo iOS e demanda pouco espaço para armazenamento. Já estão disponíveis 30 cursos de curta duração e sem tutoria, que podem ser acessados de qualquer lugar, com disponibilidade de internet.

 

Expointer contará com 3.480

animais que vão a julgamento

Um total de 3.480 animais de argola – que vão a julgamento – participará da 46ª Expointer. A feira ocorrerá de 26 de agosto a 3 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O número é 32% inferior ao da edição passada, que teve 5.093 exemplares. Desta vez são 89 raças inscritas, frente a 137 do evento anterior. A redução deve-se, principalmente, às restrições sanitárias impostas pela influenza aviária. “Analisando as inscrições de 2022 e 2023, se desconsiderarmos aves e pássaros, observamos que o número de inscritos se manteve estável”, avaliou o comissário-geral da Expointer, Pablo Charão. Os ovinos aumentaram sua presença em 10%, com 980 animais inscritos de 15 raças. O evento também marcará o retorno de uma raça de asininos após 34 anos: o jumento Pega, com dez inscritos. A inscrição de búfalos teve 60 exemplares, a maior participação em 20 anos. O número de bovinos de leite, por sua vez, caiu de 403 para 317, e o de bovinos de corte, de 655, para 617, da edição passada para a atual. Os zebuínos  terão 106 exemplares, os equídeos, 819, e os pequenos animais, 312. As inscrições para os rústicos encerraram ontem, quinta-feira.

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