Leite: Protesto contra importações

  • 21 de julho de 2023

No próximo dia 1º de agosto, em Porto Xavier, a Fetag RS vai mobilizar associados para protestar contra as importações de produtos lácteos de países do Mercosul. A prática, ressalta a entidade, tem causado sérios problemas para os produtores brasileiros, a cada dia com a produção mais desvalorizada. Em nota, a Fetag disse que o protesto foi definido junto com suas regionais sindicais, pois é “inaceitável que o Brasil permaneça de braços cruzados assistindo inúmeras famílias abandonando a atividade.”

Irrigação (1)

O Rio Grande do Sul irriga pouco, informa artigo de capa do Caderno Rural do “Correio do Povo” do último fim de semana. Na soja, principal comodititie do agro gaúcho, apenas 2,4% dos 6,51 milhões de hectares plantados contam com sistemas de irrigação. Nos poucos mais de 150 mil hectares de soja irrigados, o aumento da produtividade em relação a áreas de sequeiro foi de 82,2%, referente a safra 2021/2022. Naquele ciclo, mais da metade da safra de soja foi perdida. A situação era um pouco melhor no milho, que contava com 11,6% das áreas irrigadas, ou em torno de 91 mil hectares, e 200% de incremento na produtividade em relação às áreas de sequeiro.

Irrigação (2)

Para o engenheiro civil Cylon Rosa Neto, coordenador da área de irrigação e saneamento do Conselho de Infraestrutura da Fiergs, a solução a esse quadro parece óbvia, armazenar no inverno para ter no verão. “É preciso fazer um movimento estruturante com política de estado de longo prazo, um trabalho para 50 anos. Ele sugere um plano de metas: daqui a 10 anos temos que estar irrigando 20% da soja. Daqui a 25 anos, 40%. E perdemos essa produtividade por falta de água, salienta Cylon Rosa Neto.

Irrigação (3)

Para a Fetag RS, a formulação de uma política efetiva de incentivo à irrigação tem enfrentado um processo muito demorado e cita que o programa Avançar na Agropecuária até agora não resolveu o problema. Para o vice-presidente da entidade, Eugênio Zanetti, “é compreensível que esse programa demande um pouco de tempo, entretanto, três estiagens consecutivas já assolaram a agropecuária gaúcha e não temos mais condições de esperara próxima, sem ações efetivas.”

Irrigação (4)

Para o presidente da FecoAgro RS e da Coopatrigo, Paulo Pires, a irrigação avançou somente sem intervenção dos governos. “Não temos nada. Não tivemos na safra passada, com o outro governo, e nem com esse”, registrou.

Irrigação (5)

O presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, ressalta que o banco tem linhas muito competitivas e sempre abertas para a irrigação. Mas o agricultor relata a existência de limitações de cunho ambiental, situação que precisa ser discutida para permitir esse investimento em um tempo mais rápido. “Isso dificulta, não é o agricultor decidir fazer e fazer, ele vai ter que cumprir todo um rito”, conclui.

Irrigação (6)

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informou que o Conselho Estadual do Meio Ambiente ampliou a competência municipal para o licenciamento ambiental de açudes para viabilizar irrigação com até cinco hectares. Esse programa está isento de licenciamento, sendo exigida apenas a outorga para uso da água. Até 25 hectares, a competência da emissão das licenças é dos municípios. A partir disso, o licenciamento é responsabilidade do Estado. A Sema informou que o tempo médio de análise das licenças para a irrigação está em 108 dias.

53ª Exposição Agropecuária

de São Luiz Gonzaga

Uma das atrações da Expo São Luiz, a realizar-se de 27 de setembro a 1º de outubro, será a realização da 53ª Exposição Agropecuária de São Luiz Gonzaga, promoção do Sindicato Rural. Em reunião da Expo São Luiz, o pecuarista Cilmar Dorneles informou que esse evento está organizado e tem forte procura dos pecuaristas, interessados na comercialização de animais bovinos, ovinos, equinos.

Trigo resistiu ao ciclone

O ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul trouxe poucos danos aos cultivos de inverno. De acordo com entidades representantes de agricultores, as chuvas intensas deixaram o solo encharcado e causaram erosão e lixiviação de fertilizantes (retirada de nutrientes do solo de forma natural por meio da entrada da água no subsolo) utilizados nas lavouras de trigo, mas até o momento não há impacto na produtividade esperada para a cultura. Neste ano, a área plantada com o cereal no Estado está projetada em 1.505.704 hectares.

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