Na busca pelo seu passado: Ana Carolina Hass procura pais biológicos e sua origem em São Luiz Gonzaga

  • 23 de fevereiro de 2024
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Uma mulher em busca de respostas. Esse tem sido o objetivo de vida de Ana Carolina Hass, 41 anos. Em contato com o Jornal A Notícia, Ana, que mora em São Paulo, contou sobre sua busca para descobrir seus pais biológicos, e solicita informações que possam ajudá-la a reencontrar a sua família.

Registro – “Fui registrada em Porto Alegre no dia 28/11/1983 pelos meus pais adotivos Paulo Richert Hass (falecido em 1999) e Ivonete Vannucci Hass (73 anos). Muitas histórias foram contadas há mim desde que nasci… no decorrer dos anos iniciei uma busca constante atrás de informações que me levassem as minhas origens, pois tenho uma vontade imensa de poder conhecer a minha família biológica, de poder saber de onde vem alguns de meus talentos, com quem me pareço fisicamente e entender todo o processo dessa adoção. Sempre tive talento com música e instrumentos musicais, sempre tive talento para artes em geral como pintura em tela e restauração de móveis, talentos esses desde criança. Meus cabelos hoje estão loiros, mas são da cor castanho escuro, olhos castanhos, tenho 1,55m de altura, sempre pesei entre 55 e 60k, e durante a vida toda sonho com uma ponte vermelha”.

Certidões – “Um determinado dia, encontrei seis certidões de nascimento junto a alguns documentos na casa da minha mãe adotiva. As levei na Receita Federal com a desculpa de precisar tirar o passaporte, e lá fui informada de que as certidões seriam falsas e que eu precisaria entrar em contato com o cartório de Porto Alegre e solicitar uma nova certidão atualizada. Conversei com uma senhora chamada Evelize, que me orientou a enviar para ela todas as certidões dentro de um envelope; questionei a mesma sobre esse procedimento ser incorreto, mas ela me disse que seria o melhor a fazer… sendo assim, comentei com ela ao telefone que eu só tinha horário de nascimento em uma das certidões e que também não havia o local de nascimento. Ela me perguntou se queria que colocasse um local, e, para ver até onde iria essa ação, escolhi para colocar o Hospital de Porto Alegre. Fui informada por essa senhora que ela poderia tirar o nome do meu pai adotivo (falecido) da certidão caso eu não quisesse mais, o qual não permiti. Informei a ela que o número do livro no qual fui registrada estava adulterado e se ela poderia me informar qual seria o bebê que havia nascido e registrado com essa outra numeração, mas essa senhora me informou que não poderia passar essas informações via telefone, mas que se eu pudesse estar indo até Porto Alegre ela poderia me passar as informações. Sendo assim, fingi desde o início da ligação que eu iria enviar as certidões a ela conforme eu havia sido orientada pela mesma, mas não enviei e continuo com todas as seis certidões em mãos”, explicou.

Contato – “Conforme observei nas certidões, dois nomes aparecem como testemunhas do meu nascimento, sendo eles L.E.S.M. e G.G. Iniciei uma busca via redes sociais por ambos e consegui encontrar o senhor L.E.S.M., que, no primeiro momento disse não ter conhecimento sobre meu passado. Mas, após muito esforço, eu consegui que ele me informasse o nome do meu pai adotivo, Paulo R. Hass, que teria encontrado em um hotel/pousada situado em São Luiz Gonzaga. Ele relatou que estava a trabalho na época por uma multinacional a qual o meu pai adotivo também trabalhava. Sendo assim o senhor L.E.S.M. me contou que ao chegar ao hotel conheceu o meu pai adotivo e jantaram juntos… e no decorrer da conversa disse que meu pai adotivo informou a ele que ele gostaria muito de adotar um bebê, e sendo assim ficou acertado que o senhor L.E.S.M. entraria em contato com o meu pai adotivo assim que ele tivesse uma criança para ele.

Muitas histórias foram contadas a mim desde que nasci, sempre amei escrever, e sendo assim, passei a escrever todas as versões que foram me contadas; em uma das versões, lembro-me do meu pai adotivo dizer que era no mês de fevereiro, época de carnaval, ele foi viajar para São Luiz Gonzaga para visitar uma das revendas da empresa, e que havia se hospedado em um hotel onde havia um casal de donos muito acolhedores e gentis… esse mesmo casal tinha uma filha recém-casada há dois anos (se voltarmos no tempo, como era 1983, esse casal teria se casado em 1981). E esse mesmo casal, durante o carnaval, tiveram uma terrível discussão, pois a moça, companheira desse rapaz, saiu durante o carnaval e voltou grávida; sendo assim, o rapaz disse para sua esposa que não ficaria com a criança, e foi então que o meu pai adotivo entrou na história ao dizer que voltaria para buscar o bebê, pois ele queria adotar uma criança”.

“Essa história foi uma das histórias contadas durante esses anos todos de busca por minha família biológica. Algumas coisas não se encaixavam na época, pois o meu pai adotivo não queria mais estar casado com minha mãe adotiva, e ele jamais sairia da cidade de São Bernardo do Campo/SP para buscar um bebê tendo consciência que não queria mais estar casado. Ele sempre teve muitas mulheres por todo Brasil devido a estar sempre viajando, e confesso que até hoje penso na possibilidade de ser filha biológica do meu pai adotivo”.

Segundo Ana, em contato com L.E.S.M., o mesmo contou que ela havia sido levada por um casal da cidade de Cerro Largo para São Luiz Gonzaga, e de São Luiz Gonzaga para a cidade de Porto Alegre. “E, sendo assim, o senhor L.E.S.M. entrou em contato com o meu pai adotivo e, sabendo do meu nascimento, ele foi imediatamente me buscar em Porto Alegre.

Conversa com a mãe adotiva – “Assim que eu tive uma resposta de L.E.S.M., eu sentei com a minha mãe adotiva para relatar até onde eu já havia chegado, e ela contou que após o meu pai adotivo retornar da viagem em 1983, ele teria conhecido um casal em São Luiz Gonzaga, recém-casados, e que não poderiam ficar com a criança, e que então ele voltaria para buscar essa criança quando nascesse…”

“Os anos foram se passando, e o senhor L.E.S.M. veio a óbito, e, infelizmente, não pude entender mais sobre a história. Tenho em mãos fotos de bebê e as certidões de nascimento falsificadas e também a certidão que seria a ‘original’ a qual inventei o hospital de nascimento. Tenho fotos dos meus pais adotivos na época de 1983, tenho as certidões, tenho o telefone da filha do senhor L.E.S.M., a qual tenta me ajudar até então. Hoje estou com 40 anos de idade, trabalho na área da saúde no hospital Santa Mônica em São Paulo, tenho uma filha que se chama Helena (20 anos), sempre reside em São Bernardo do Campo/SP. Sonho em encontrar a minha família biológica e confesso ter a sensação que alguém também está a minha procura”, finaliza Ana.

Quem tiver informações que possam auxiliar Ana Carolina Hass a encontrar seus pais biológicos pode entrar em contato pelo email: naahass@hotmail.com, pelo Fone/WhatsApp: (11) 9.5695-8497 ou pelo Facebook Ana Carolina Hass.

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