Natureza chora

  • 25 de setembro de 2023

Nós também.

As águas enfureceram, tal como um touro bravio, correndo desvairado, atacando e destruindo tudo pela frente.

A natureza está atordoada. Medicamentos não solucionam.

Água, ventos, granizo, raios. Enchentes, avarias na rede elétrica, telhados voando, temporais com descargas destruidoras.

Quanto tempo foi levado para construir uma morada, educar filhos, dormir tranquilo… Isto, no momento, é incógnita. Lágrimas escoam, tentando perdão de algo que não foi efetuado por ignorância ou por sede demais ao pote do ter.

O momento, contudo, é de socorrer os necessitados; o gaúcho é conhecido por ser solidário. Ajuda vem de todos os cantos. A reconstrução dá sinal de recomeço. Mas… As intempéries não cessam.

Após este trabalho incessante de início de reconstrução, as famílias vão tentando por o quebra-cabeça da vida, juntando aquelas peças que sobraram, pois muitas foram perdidas, sem retorno. Desolação, tristeza.

Serviços de Assistência Social vão precisar dar muito apoio às famílias enlutadas e sequeladas, pois o vazio interior não tem medida.

Os rios missioneiros vão saindo de seu leito, teimosamente, levando adiante tudo que encontrarem em suas margens. Ao fundar os Sete Povos, os jesuítas escolheram local a certa distancia dos mananciais. Contudo, as cidades foram crescendo e a  população foi em direção às margens fluviais (São Borja, por exemplo), tendo, anualmente, problemas com as cheias, que invadem casas dos ribeirinhos. Imaginem que desde a fundação já se previam as cheias dos rios, pois vários afluentes vão desaguando no rio Uruguai. Os jesuítas já sabiam disso… Conhecimento antigo.

É hora de pensar em fazer as pazes com a Mãe Natureza. Há projetos em ação. Ao plantar árvores é melhorada a oxigenação do ar, formação de nuvens. Cidade mais bela, convidativa a ter novos moradores. O velho ciclo da água ainda existe. Unem-se, assim, conhecimentos científicos com empíricos.

Ficar sentado, observando a água passar, não resolve.

A cidade, suas vilas precisam crescer. Então, mãos à obra.

Bailar com a natureza, individualmente e coletivamente. Dever de todo cidadão.

A primavera está aí. Faça florir dentro de você. Dê alegria à natureza.

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