Os Pilares da Independência do Brasil: Imperatriz Leopoldina – A monarquia acima de tudo

  • 6 de outubro de 2023
Sem título-1

Os Pilares da Independência do Brasil:

Imperatriz Leopoldina – A monarquia acima de tudo

 

Lauro Machado de Oliveira – Vice-presidente do IHGSLG e membro do Grupo de Pesquisa do Centro de Documentação e Memória do Instituto Histórico.

 

Sob o título de arquiduquesa, D. Carolina Josefa Leopoldina nasceu em 1797, filha de Francisco II e de D. Maria Teresa, da casa Habsburgo, Corte de Viena. Foi educada para ter um papel importante na política do casamento entre as famílias reais, assegurar acordos, pactos e acertos políticos entre estados e a própria reprodução monárquica.

Começou a estudar muito cedo, tendo aulas de latim, francês, italiano, alemão, matemática, literatura, história, desenho, religião, ciências naturais e música. Também fazia excursões para aprofundar seus conhecimentos, tais como visitas a museus, jardins botânicos, fábricas e campos agrícolas. Foi educada de forma a desprezar a mentira, praticar caridade, obedecer aos pais e sacrificar sua vontade às necessidades do Estado.

Seu pai, o imperador Francisco, escolhera para seu marido o herdeiro da Coroa portuguesa que, juntamente com toda a Corte, em 1807, deixaram Portugal e, no ano de 1808, instalaram-se no Rio de Janeiro. Leopoldina, que não conhecia seu futuro cônjuge, tinha esperança de amá-lo, mas a vontade de cumprir seu papel político e tornar-se rainha era o que mais lhe importava, como escreveu mais tarde, já no continente americano: “por mais difícil que seja a separação de minha família, meu destino é o Brasil e o cumprirei com prazer o mais rápido possível”.

A princesa chegou ao novo continente no ano de 1817, encontrando condições adversas e decepcionantes em relação ao que estava acostumada, tais como o clima, além da dificuldade de encontrar livros e entretenimento como teatro, concertos e saraus comparáveis aos de Viena. Era uma pessoa bastante culta e tinha dificuldade de encontrar interlocutores a sua altura. Sua chegada no Brasil entusiasmou a vinda de imigrantes germânicos, começando pelos suíços, que se fixaram no Rio de Janeiro e, para povoar o sul do Brasil, a imperatriz incentivou a vinda dos alemães, cuja presença no Brasil serviu como propaganda no meio germânico.

Com relação à independência, a Princesa se encontrava como regente enquanto D. Pedro viajava e, diante dos problemas enfrentados pela colônia, reúne imediatamente o Conselho de Ministros e decidem que está na hora de agir. Junto com José Bonifácio escreveram para o príncipe contando as notícias vindas de Portugal. Leopoldina escreve: “Esteja persuadido de que não só o amor e a amizade me fazem desejar, mais que nunca, sua pronta presença, mas sim as críticas circunstanciais em que se acha o amado Brasil; só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína. ”  E, por fim, José Bonifácio escreve: “Senhor, o dado está lançado e, de Portugal, não temos a esperar senão a escravidão e horrores. Venha V. A. R. quanto antes e decida; porque irresoluções e medidas de água morna, à vista desse contrário que não nos poupa, para nada servem e um momento perdido é uma desgraça. ” As cartas foram entregues a D. Pedro que proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.

Já como imperatriz, atuou como diplomata e, no ano de 1823, intercedeu junto a seu pai, Rei da Áustria, para que aceitasse a independência do Brasil e adotasse ações de um país aliado.  Manteve-se atenta à política até seus últimos dias de vida. Um legado de Leopoldina que se mantém até os dias atuais são as cores da bandeira nacional que representam as duas dinastias que deram origem ao Brasil. O verde representa a casa real de Bragança (Portugal) de D. Pedro I, e o amarelo representa a casa real de Habsburgo (Áustria) de Maria Leopoldina.

Devido a sua educação e ao fato de saber vários idiomas tais como alemão, italiano, francês e ter conhecimento no inglês, ajudou seu marido, D. Pedro I, na política externa e interna. A imperatriz veio a falecer em dezembro de 1826, com 29 anos, em decorrência de um aborto.

 

Entidades e empresas se mobilizam para promoção do Arroz Solidário

Estão em ritmo intenso os trabalhos de organização da primeira edição do Arroz Solidário. A programação ocorre no próximo dia…

Alunos do IERB criaram desenhos com mensagens de esperança aos atingidos pelas enchentes

Neste mês de maio, as professoras do Instituto Estadual Rui Barbosa, Gisele Silva De Oliveira Guedes e Viviane Siqueira Alves,…

Rock solidário nesta sexta-feira, no Atlanta

Nesta sexta-feira, 24 de maio, junto ao Atlanta Boliche Bar em São Luiz Gonzaga, será realizada a noite do Rock…