Quem morará na sua casa?

  • 11 de agosto de 2023

No vasto tecido da existência humana, onde o passado se entrelaça com o presente e projeta sombras sobre o futuro, há um tema constante que se manifesta de maneira intrigante e inescapável: o tempo. Em sua contínua marcha, o tempo nos incita à reflexão sobre nossa relação com o presente e o impacto de nossas ações no futuro. A noção de que “o tempo é agora” ecoa como um lembrete inegável de que a vida é um presente efêmero, e que o momento de ser feliz é, sem dúvida, hoje.

Muitas vezes, somos prisioneiros de uma mentalidade que nos impele a adiar a busca da felicidade, esperando por condições ideais ou situações mais propícias. Entretanto, essa tendência nos faz esquecer de que a vida não é uma linha reta e previsível, mas sim um fluxo incerto de momentos que surgem e desvanecem rapidamente. O presente é o único terreno firme sob nossos pés, e negligenciar sua importância é negar a nós mesmos a possibilidade de vivenciar plenamente cada instante.

A sabedoria reside em reconhecer que o futuro é um horizonte incerto, permeado por variáveis desconhecidas e contingências inesperadas. Projetar nosso sentido de felicidade exclusivamente para um tempo que ainda não chegou é uma aposta arriscada, na qual corremos o risco de perder as alegrias que estão disponíveis diante de nós. Em vez de esperar por um futuro distante, devemos abraçar a verdade de que a felicidade não é um destino, mas sim uma jornada contínua que se desenrola a cada passo que damos.

O tempo, porém, não é apenas um reflexo do nosso presente e das decisões que tomamos hoje; ele também lança suas sombras sobre o legado que deixamos para as gerações futuras. É um fato inevitável que, daqui a cem anos, outros pisarão nas mesmas ruas, habitarão nossas casas e herdarão o resultado de nossas escolhas. Diante dessa perspectiva, é nosso dever não apenas viver o momento presente, mas também considerar como nossas ações atuais moldarão o mundo que deixaremos para trás.

Nossas casas, que são mais do que meras estruturas físicas, são testemunhas silenciosas de nossa passagem pelo mundo. Elas carregam as marcas de nossas alegrias e tristezas, nossas risadas e lágrimas, nossos sonhos e realizações. A consciência de que outros virão depois de nós nos lembra da importância de cuidar do nosso ambiente, cultivar relacionamentos significativos e contribuir para um legado que inspire e beneficie as gerações futuras. Regar o jardim. Para vermos as flores. E amanhã? Deixemos o amanhã acontecer. Outros terão outros desejos. Vivamos o momento.

Portanto, que possamos escolher abraçar o presente com gratidão e determinação, valorizando cada momento como uma oportunidade única de sermos felizes. Que possamos entender que as decisões que tomamos hoje ecoarão através do tempo, moldando o futuro que outros herdarão. Assim, ao enfrentarmos o relógio implacável do tempo, podemos encontrar significado e propósito na jornada que compartilhamos, lembrando-nos de que o tempo é agora, e o momento de ser feliz é, sem dúvida, hoje.

Getúlio abreviou a vida e virou somente um monumento numa praça, tenso com um futuro incerto e um presente sem vida.

Dia dos finados é 2 de novembro. O dia dos vivos são todos os outros.

Você já comemorou seu dia? É agosto. Você está vivo. Simbora!

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