Rio Grande do Sul decreta estado de calamidade pública por conta das cheias

  • 3 de maio de 2024
Nível do Guaíba aumentou por conta da chuva em Porto Alegre. Crédito: Camila Cunha

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública na quarta-feira (1º) pelos “eventos climáticos de chuvas intensas”. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado.

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (29) já causaram 13 mortes (números atualizados até ontem), deixaram 21 desaparecidos e tiraram mais de 8 mil pessoas fora de casa. No total, 134 cidades sofreram algum tipo de prejuízo.

O decreto destaca que o Rio Grande do Sul é atingido por chuvas intensas, alagamentos, granizo, inundações, enxurradas e vendavais de grande intensidade, sendo classificados como desastres de Nível III – caracterizados por danos e prejuízos elevados.

Nível do Guaíba aumentou por conta da chuva em Porto Alegre. Crédito: Camila Cunha

Leite projeta desastre pior do que em 2023 e alerta população

No início da noite de quarta-feira (1º/5), o governador Eduardo Leite realizou uma coletiva de imprensa na sede da Defesa Civil estadual, em Porto Alegre, para fornecer atualizações sobre a situação do Rio Grande do Sul após as intensas chuvas da semana. De acordo com o relatório da Sala de Situação, áreas que já foram impactadas durante a emergência em setembro passado correm o risco de serem afetadas novamente, exigindo a evacuação imediata de residentes em áreas de risco.

Durante o encontro com a imprensa, Leite destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate do Estado para realizar as operações, devido às condições meteorológicas adversas que persistem desde o início das chuvas na segunda-feira (29/4). Por isso, o governador enfatizou a necessidade urgente de os moradores que residem em áreas de risco nos municípios afetados por situações semelhantes em 2023 deixem suas residências e busquem abrigo seguro.

“Infelizmente, a situação deste ano deverá ser pior que a de 2023. Veremos ainda um aumento nos níveis dos rios devido às chuvas. Então, é crucial que as pessoas se protejam e busquem abrigo em locais seguros, longe do perigo das inundações. Também pedimos que tomem cuidado com locais de encostas, onde pode haver deslizamentos devido ao encharcamento da terra”, frisou Leite.

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