Roger Waters despediu-se dos gaúchos na sua última turnê, “This is Not a Drill”

  • 2 de novembro de 2023
Efeitos de luz e imagens foram os pontos altos da noite
Crédito: Manuela Tonetto

A noite da última quarta-feira, 1º de novembro, será mais uma para entrar na história e ficar na lembrança dos cerca de 40 mil fãs de Pink Floyd que prestigiaram aquela que foi a última apresentação em solo gaúcho do emblemático ex-líder da maior banda de rock progressivo do mundo: Roger Waters.

O músico britânico realizou na capital a apresentação de sua turnê de despedida “This is Not a Drill”, trazendo em seu repertório clássicos da era floydiana e de sua carreira solo, além de todos os recursos tecnológicos em som, luzes e imagens que fizeram parte dos shows de Waters, já reconhecidos como um dos mais belos e imersivos do mundo da música.

Efeitos de luz e imagens foram os pontos altos da noite
Crédito: Manuela Tonetto

Muitos são-luizenses partiram rumo à capital para prestigiar a apresentação histórica, seja lotando ônibus, seja de carro ou de carona. Nas redes sociais, vídeos foram compartilhados por dezenas de perfis de são-luizenses que testemunharam uma apresentação épica do ex-Pink Floyd. A Notícia esteve na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, e conta em detalhes como foi o espetáculo de luz, som e imagem.

Muitos são-luizenses partiram à capital em excursão, de carro ou de carona

No aguardo – Enquanto aguardavam na fila à espera da abertura dos portões, os fãs puderam ter uma grata “palhinha” do que viria horas depois, com a passagem de som feita pelo próprio Waters com sua banda. A empolgação já tomava conta do público que começava a adentrar o estádio.

Por volta das 19h, o músico gaúcho Renato Borghetti fez a abertura do espetáculo, recebendo aplausos das arquibancadas e das pistas. Enquanto mais pessoas começavam a chegar, as luzes iam se apagando e, ao sinal sonoro, começava a contagem regressiva para o início do grande show da noite.

Filas se formaram muito antes dos portões serem abertos

Confortavelmente entorpecido – Ao início da apresentação, um Roger Waters de jaleco, conduzindo uma cadeira de rodas, adentra o palco entoando um dos hinos do Pink Floyd, “Comfortably Numb”, porém, em uma nova versão sombria e com um toque apocalíptico. Os novos arranjos transformaram em uma nova canção o hino floydiano, trocando os solos de guitarra de David Gilmour (guitarrista do Pink Floyd e co-autor da música) por uma performance vocal ao estilo de “The Great Gig in the Sky”, outro clássico da banda.

Hey, Teacher! – O estádio praticamente “veio abaixo” com a execução daquele que é considerado o maior clássico do Pink Floyd, “Another Brick in The Wall”, com sua parte 2 e 3. Fogos e efeitos de pirotecnia, juntamente com elementos audiovisuais nos quatro telões acima do palco principal transportava o expectador para uma experiência única.

Realizando um show imponente, Waters transitava entre clássicos e músicas nem tão conhecidas pelo grande público de suas carreiras solos, mas que eram muito esperadas pelos mais ávidos fãs, que tiveram a oportunidade de registrar momentos importantes da carreira do artista pelos cerca de 120 minutos de show.

Críticas – Conhecido pelo seu posicionamento e ativismo político, Waters mais uma vez trouxe em sua apresentação críticas pesadas a líderes mundiais. Criticado por uma parcela de seu público principalmente por seus ataques a políticos conservadores, desta vez o músico não poupou críticas a políticos norte-americanos de ambos os espectros, denominando como “criminosos de guerra” ex-presidentes dos EUA, como Bill Clinton, George W. Bush, Barak Obama e até mesmo o atual presidente, Joe Biden, imputando a responsabilidade deste último por “alimentar o conflito na Ucrânia”.

Sem Gilmour – Um detalhe percebido durante as apresentações foi a omissão de imagens do ex-companheiro de banda David Gilmour nos clipes veiculados em músicas da época do Pink Floyd. Em canções como “Have a Cigar” e “Shine On You Crazy Diamond”, filmagens mostravam a banda nos idos tempos da carreira em ascensão, porém, as imagens apresentavam os ex-companheiros Syd Barrett (falecido), Richard Wright (falecido) e Nick Mason, não fazendo referência a Gilmour em nenhum momento. O clima entre os dois ex-companheiros, que já não era dos melhores, piorou quando do início do conflito Rússia x Ucrânia, em que críticas de Waters à Ucrânia fez com que inclusive Polly Sansom, esposa de Gilmour, fosse às redes se manifestar fortemente contra as declarações do músico.

O Adeus em lágrimas de chuva – Com o passar do repertório, todos os elementos dos shows de Waters iam sendo apresentados. Ao final, em seu bis, as canções “Two Suns in the Sunset” e “Outside the Wall” fizeram a devida despedida de Waters a seus fãs. Com aplauso em massa, o público presente despedia-se de seu ídolo e, ao sair do estádio, uma forte chuva caía para encharcar os desavisados. Na verdade, poderia ser remetida em lágrimas, como uma grande lembrança de um show que somente os olhos presentes puderam prestigiar uma última vez…

(Por Emerson Scheis – Jornalista e Editor do Jornal A Notícia)

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