São-luizense Wallison Fortes é medalha de ouro nos Mundial de Atletismo Paralímpico, no Japão

  • 29 de maio de 2024
O são-luizense medalha de ouro com a bandeira do Brasil

Crédito: CPB

No último sábado, 25 de maio, um são-luizense subiu no degrau mais alto do pódio e recebeu a medalha de ouro nos 200 metros T64 no Mundial de Atletismo Paralímpico disputado em Kobe, no Japão.

Wallison Fortes, natural de São Luiz Gonzaga e que atualmente reside com sua família em Eldorado do Sul/RS, confirmou o primeiro lugar em um salto sucedido por uma queda… A imagem do atleta se jogando para ficar à frente dos adversários estaria confirmando a medalha de prata, e o ouro estaria ficando com o italiano Francesco Loragno. No entanto, logo após a prova, o italiano foi desclassificado por ter invadido a raia adversária, alterando o resultado final da prova e colocando Wallison no lugar mais alto do pódio, sagrando-se campeão mundial nos 200m com o tempo de 23s11.

O momento do salto para chegar à frente dos adversários
Crédito: Divulgação

O são-luizense Wallison Fortes, 27 anos, concedeu entrevista ao Jornal A Notícia em setembro de 2022. À época, ele já ostentava grandes resultados e se preparava para disputar uma prova em Marrocos, sempre em busca da classificação às Paralimpíadas de Paris de 2024.

Filho de Marcos e Regina Fortes, e irmão de Willian, Wallison nasceu em São Luiz Gonzaga mas se mudou para Porto Alegre com a família quando tinha um ano de idade. Levava uma vida normal, até que um acidente de moto em 2017 resultou em uma lesão, e, posteriormente, em uma amputação. Como um divisor de águas na sua vida, o fato o motivou para buscar no esporte um sentido de viver.

O são-luizense medalha de ouro com a bandeira do Brasil
Crédito: CPB

Após a amputação, Wallison retornou para a casa da família, onde ouviu de sua mãe: “Se tu não te aceitar, ninguém vai te aceitar.” A partir dali, começou a pesquisar sobre próteses e esportes paralímpicos, recebendo o incentivo de sua família. “Meu pai me incentivou a praticar esportes de novo e arrumou a natação paralímpica. Eu não sabia nadar na época, e encarei como minha última oportunidade da vida. Assim, aprendi a nadar e participei da primeira competição após quatro meses, quando fui campeão nas duas provas que disputei. E, também, isso foi muito importante na minha vida, pois me fez conhecer pessoas com deficiências muito maiores que a minha e me mostrou o quanto era importante conhecer mais histórias de pessoas com exemplos de superação”, disse Wallison à época em entrevista ao Jornal A Notícia.

Após a natação, Wallison se dedicou ao atletismo, vindo a se destacar nas competições que participava. Os resultados o credenciaram a chegar ao topo de sua categoria, garantindo vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris, que serão realizados entre 28 de agosto e 8 de setembro deste ano. O são-luizense, agora, aguarda a convocação oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para representar o Brasil na mais importante competição do planeta.

Residente na região metropolitana de Porto Alegre, o município de Wallison, Eldorado do Sul, foi uma das cidades afetadas pelas enchentes. O atleta, após vencer o desafio no Japão, agora busca superar as dificuldades impostas pela tragédia climática no Rio Grande do Sul, com o objetivo de superar o que foi levado pelas águas e retomar a sua vida e a rotina nos esportes.

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