Um plano para arborizar a cidade

  • 2 de fevereiro de 2024

Eventos extremos registrados desde o ano passado, repercutiram duramente em cidades brasileiras, com a destruição parcial das suas estruturas. Ruas sofreram danos profundos em sua pavimentação, causadas pelo grande volume de águas que escorriam dos pontos mais altos, levando de roldão veículos, postes, redes elétricas e até mesmo árvores. Em Porto Alegre e na região metropolitana da nossa capital, a população ficou sem água e luz, além de muitas ruas com trânsito interrompido, face ao grande número de árvores de porte, caídas nas áreas de passagem de veículos. Ainda ocorreu de famílias não poderem entrar ou sair de suas casas, porque árvores derrubadas por vendavais bloquearam essa passagem.

Uma semana depois desses eventos, muitas famílias continuavam sem água e luz. Foram registrados justos protestos da população, diante do caos com o qual precisaram conviver. Embora o esforço das empresas responsáveis pelas redes de água e energia elétrica, as consequências das tormentas foram maiores que a capacidade de reparação dos danos ocorridos, tanto que a limpeza das ruas e a ausência de serviços públicos, deixaram a população sem condições de restabelecer suas rotinas, mesmo passados 10 dias dessa ocorrência climática.

Podem se extrair desses eventos climáticos muitos resultados e consequências, a serem resolvidos no cotidiano, a fim de que as cidades tenham suas estruturas atualizadas ao chamado “novo normal”, marcado por um clima capaz de transformar em rotina a violência das reações da natureza. Em função disso, a nossa missão é refazer as cidades para suportar essa nova realidade.

Um dos problemas surgidos nesses eventos climáticos foi a queda de árvores, algumas delas centenárias ou quase nessa idade, cujo plantio foi feito pelos moradores, com o propósito de garantir sombra e ar fresco e, ainda, a beleza da floração na primavera. Diante do que teremos pela frente, a nova arborização das cidades deverá levar em conta outros critérios, como o porte, a distância entre elas e a localização. A ideia de termos enterradas no subsolo a fiação das redes elétricas e das empresas que mantém fiações das comunicações eletrônicas, pelo alto custo, está fora das nossas possibilidades. Por isso, as redes continuarão acima das nossas cabeças e especialmente nas laterais das ruas por onde passam esses serviços. Todos sabemos que as tormentas rompem fios que se enrolam em árvores, o que causa o perigo de fios causaram choques fatais nas pessoas.

Em vista disso, se tornou absolutamente necessário que as prefeituras administrem com muito cuidado o plantio de árvores ao longo de ruas e avenidas. Existem limites em torno de espécies em relação a altura, a floração que produzem e a expansão aérea dos galhos, tendo presente a convivências com redes de fios que nos garantem eletricidade e comunicação em nossas casas.

Fica claro que os municípios deverão produzir legislação para proibir aos moradores plantarem árvores não liberadas pelo Poder Público Municipal. Em cada quadra será necessário um exame técnico, para ver a dimensão da área livre para árvores. Em alguns municípios esse cuidado já está sendo adotado e é o que devemos fazer em São Luiz Gonzaga e em toda a nossa região. Esse cuidado deve ser adotado por todos os municípios, não importa o tamanho das cidades.

Este é um ano de eleições municipais e, por isso, será oportunidade para os candidatos firmarem compromissos perante a população em torno dessa questão e de outras que vão exigindo ação pública, determinada pelos novos tempos, que seguramente serão mais difíceis, mas que podem ser adequados às nossas necessidades. Para isso, basta compreender as exigências de um novo tempo que já está presente em nossas vidas.

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