Vale a pena investir em pastagem de inverno?

  • 19 de maio de 2023

Há alguns poucos anos atrás não tínhamos a produção de soja que temos hoje, e, consequentemente, não tínhamos esse volume de pastagens de inverno, e nossa pecuária era restrita ao campo nativo.

Sabemos que o campo nativo diminui sua qualidade e volume de
forragem a partir de março e só retorna sua produção e qualidade a partir de agosto. Então, o que fazer nesses meses de escassez de boia?

Quando não temos pastagens de inverno para manter os índices produtivos nesse período crítico do ano, acabamos fazendo apenas um estoque de animais, sem contar os que eventualmente morrem pela falta de comida.

Sabemos que o ajuste de carga animal por hectare é talvez o principal manejo que devemos fazer na propriedade, então certamente temos que reduzir o número de cabeças por hectare no inverno, ou lançar mão de algumas estratégias como: produzir silagem, produzir feno, dar
ração (temos que ter cuidado em caso de escassez de fibra), ou fazer pastagens de inverno, que é o mais barato.

Nos valores atuais dos insumos, iremos gastar em torno de R$ 1.600,00 por hectare para fazer uma boa pastagem de aveia e azevém. Se plantarmos no inicio de março, começando a largar os animais dia 15 de abril, até 15 de outubro, são 180 dias de utilização e menos de 10 reais por dia de custo. Colocando três terneiros por hectare, vai nos custar menos de R$ 3,50 por dia por animal. Se o terneiro ganhar 1,2 kg por dia, o nosso lucro será R$ 7,30 por terneiro ou R$ 21,90 por hectare por dia. Claro que esse é um cálculo rápido e superficial, mas nos dá uma boa ideia do retorno da pastagem.

A pastagem mais barata, aquela em que gastamos menos e acabamos utilizando por menos tempo, é a pastagem mais cara no final das contas, pois vamos colocar a metade da carga e muitas vezes utilizar pela metade do tempo.

Podemos citar alguns reflexos de um inverno sem pastagens: baixo peso na desmama (120 -150 kg), idade no primeiro serviço da novilha aos três anos, idade de abate aos 4 anos, índice de prenhes igual ou inferior à média do estado (55%), baixa seleção de fêmeas para a reprodução, baixa produção de kg de peso vivo (baixo desfrute), resultando em baixa rentabilidade do
sistema e pouco capital de giro para investimentos.

Como podemos ver, a utilização de pastagens de inverno é essencial para mantermos ganhos uniformes ou até superiores durante o inverno, visto as recorrentes estiagens que temos no verão. Porém, temos sempre que ter em mente os objetivos que buscamos com a implementação dessa pastagem, para que tenhamos uma melhor programação e uma melhor coleta de dados e análise de resultados. Se faz importante saber o objetivo a ser alcançado: se é engorde de animais, se é para dar condições da novilha emprenhar mais cedo, se é emprenhar a vaca novamente no início da estação de monta, etc. Também precisamos saber a quantia de pastagem que precisamos e se vamos ter que lançar mão de adubação nitrogenada
para aumentar a carga. Tudo isso para um melhor aproveitamento e consequentemente melhor resultado possível. Lembrando sempre que somos remunerados por kg de animais produzidos e não por cabeça. Que sejamos produtores e não “colecionadores” de vacas.
Frase do dia: A prática contínua te deixa íntimo do processo.

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